A PONTE PARA O SEMPRE


CRÔNICA DE UM DIA PERFEITO

Recebi um e-mail de uma amiga “japonesa” consegui traduzir uma pequena parte, e me veio a idéia do texto abaixo.

 

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“olha eu ando trabalhando muito, cansada, e com o coração vazio e sem inspiração pra fazer poesias, há umas semanas não escrevo nada...então não vou te responder desta vez por poema, ok ? mas eu estou bem...rsrsrs...”

Minha amiga “japonesa”

 

UM MDIA PERFEITO

 

Meu dia já deve estar se cheio da minha presença, me observa como uma louca, na correria dos meus afazeres, no caos desta zona urbana, engarrafada em um transito qualquer, azucrinando meus ouvidos acelerando meu vazio... coração.

Meu vazio... coração que busca por você, não você que me viu ontem, que me observou passar e admirou ou reprovou meu rebolado, não você que me beijou ou que deixou de me beijar, não você que por muitas vezes admiro, e que me imagino em seus braços, mas sim, aquele que por algum acaso do destino, sei lá, uma falta de olhada pro lado, a pressa do dia-a-dia que não me deixa observar quem passa, a incompreensão de saber observar com calma quem pede minha atenção, a loucura que é ser adulta em um mundo de adultos, me fez ou me faz não lhe perceber... e lhe trazer para ocupar o seu lugar no meu vazio.

Não que eu tenha deixado a poesia de lado, é que tenho andado cansada, no tumulto da minha vida de mãe, de filha, de amiga, de conselheira, de profissional, de responsável, na verdade tenho que ser tantas, sendo apenas uma e às vezes não me sobra tempo pra descrever o quanto é belo o tudo que sou, ou que consigo ser, mas a cada dia de tantas de mim mesma tentando sobreviver em apenas uma, descubro que o vazio do meu coração continua sem sua presença, e me entrego a imaginação da poesia da tua ausência.

Minha poesia sou eu, talvez você não perceba, mas também é você, também programado pra dizer bom dia com um sorriso, mesmo quando existe uma tempestade ao seu lado, também vítima e cúmplice dos seus personagens assumidos no seu compromisso de ser adulto, também cheio desta loucura e de coração vazio.

Como posso lhe dizer o que sinto, se não lhe encontro, quero me derreter em seus braços neste dia de sol, ou me molhar em teu corpo quando for preciso chover, sussurrar ao teu ouvido as poesia que fiz pra você, lhe receber em meu corpo lhe fazendo ocupar seu espaço em meu coração, quero estar cansada depois de um dia inteiro de trabalho louca pra chegar em casa, sem inspiração pra fazer poesias, apenas pra respirar você e, me inspirar em seu jeito de me amar, vou ficar semanas sem escrever e depois de lhe amar descrever em poesias este amor que dividiremos... porem, preciso que ao menos você olhe pro lado, e me observe passar, e me desplugue desta “matrix”... talvez sem que eu perceba e ocupe este vazio em meu coração.



Escrito por Jow Baluarte às 07h58
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DESCULPAS

“DESCULPAS É O QUE EU NÃO VOU PEDIR

PELO QUE QUERO E O QUE NÃO QUERO FAZER

OUTRO DIA EU APAREÇO, ENQUANTOS ISSO

VAMOS NOS ENTENDER”

 

                                                 Paralamas do Sucesso

 

 

Ando, quase que perdido,

Desenhando estralas

Encontrando você!

Ando, meio que esquecido

Abrindo portas

deste quarto fechado

não encontro solução.

 

Ando, na contramão

Um pouco labirinto

um tanto pretérito

um bocado magoado

de olhos fechados

minha dor ao lado.

 

Não descanso, ando

Não te encontro, ando

Não me atento, ando

 

Em meio aos livros,

de histórias falsas

que deixei de contar.

Por onde não andei,

não posso voltar!

 

Por entre as paginas

das estórias reais

que cansei de inventar

Por onde andei,

Não me interessa voltar.

 

Onde ficaram as pedras?

Andei por elas

Onde estão as armas?

Andei sem elas

Quem me derrubou?

Se não meu próprio medo

de andar por entre espinhos

das flores que plantei no caminho

mas as flores não têm espinhos.

 

Quem me derrubou!

Se não eu mesmo

Ao sentir medo

Der entrar por esta porta

Onde guardei o s meus segredos.

 



Escrito por Jow Baluarte às 07h52
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NOITES DE CHUVA, GRITOS DE AMOR

Como poderei lhe dizer o que sinto?

com lágrimas em noites de chuva!

se a chuva não vier!?

 

Poderei lhe dizer o que sinto.

Com lágrimas em noites de chuva!

se a chuva não vier.

 

Lhe dizer o que sinto?

Com lágrimas em noites de chuva!

Como poderei... se a chuva não vier!

 

O que sinto!

Com lágrimas em noites de chuva!

Como poderei lhe dizer?

Se a chuva não vier?!

 

Com lágrimas em noites de chuva!

Como poderei lhe dizer o que sinto?

Se a chuva não vier?

 

Se a chuva não vier

Poderei lhe dizer o que sinto

Sem lágrimas em noites de lua cheia!

de um amor verdadeiro

Que não pode depender

De lágrimas para ser dito.

Mas vamos deixar chover!

Pro teu corpo molhado

Caber melhor em meus braços.



Escrito por Jow Baluarte às 07h51
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